Operação Minuano

 

A Infosec® Ltda. e a Brasil Telecom atuaram juntas por quatro anos consecutivos no combate a perdas patrimoniais resultantes de fraudes e furtos de cabos que vitimaram a sua planta externa no Distrito Federal e nos Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

As "Operações Minuano", como foram cognominadas as ações de inteligência associadas à diligências realizadas em campo, obtiveram resultados exitosos que resultaram em prêmios internos concedidos à Presidência da empresa e à sua Filial do Rio Grande do Sul. A satisfação da BrT para com os serviços prestados foi documentadamente afirmada, também, em Atestados de Capacidade Técnica emitidos para a Infosec pela área gestora dos Contratos.

De setembro de 2003 a setembro de 2007, as Operações Minuano realizaram 1.602 diligências, investigaram 2.673 pessoas e 1.668 estabelecimentos suspeitos. Repassadas às autoridades, viabilizaram a realização de 46 operações policiais para cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão que resultaram em 452 prisões.

A última grande operação ocorreu no Distrito Federal e foi denominada "Operação Cobre" pela Polícia Civil. Na empresa METALCAP, um dos seus alvos mais importantes, foram apreendidas dezenas de toneladas de materiais furtados da Brasil Telecom e da Companhia Energética de Brasília-CEB. Concluído o correspondente Inquérito Policial, foi acolhido pelo Ministério Público que denunciou diversos envolvidos à Justiça.

 

Grande Brasília

 

Descoberta máfia do fio

 

Autor: Afrânio Pedreira

 

Polícia prende sete pessoas e apreende sete toneladas do metal roubado no DF

 

“Sete toneladas de cobre. Três armas apreendidas. Sete prisões. Este foi o saldo da Operação Cobre, desencadeada na manhã de sexta-feira pela Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco); Divisão Operações Especiais (DOE) e Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DOT) da Polícia Civil, em todo o Distrito Federal. A objetivo da operação, que envolveu cerca de 80 homens e quatro delegados, era a repressão ao tráfico de fios de eletricidade e de telefonia que aumentou consideravelmente nos últimos meses no DF.

 

Para isso, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em ferros velhos localizados em Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Estrutural, Santa Maria, Planaltina, Varjão e Taguatinga, especialmente na empresa Metalcap de Taguatinga Sul, especializada em  reciclagem de metais e receptadora dos cabos. No local, a polícia encontrou 6,8 mil gramas de cobre em conteineres.

No mapeamento feito pela polícia, os ferros velhos vistoriados (ver infograma) aparecem como os compradores do material que é roubado na cidade por terceiros. Estes, por sua vez, vendiam para a empresa Metalcap, que revendiam para indústrias especializadas no ramo em São Paulo. Lá, o material é transformado e revendido para as empresas telefônicas e elétricas.

 

No DF, um quilo de cobre no mercado negro, quando vendido para empresas de reciclagem como a Metalcap, custa em média R$ 13. Segundo o delegado titular da Deco, Cícero Jairo de Vasconcelos Monteiro,  o crescimento do furto desse material só cresceu e se transformou numa “máfia” devido à existência de receptadores para a mercadoria que eles sabem ser de procedência criminosa. Só este ano, foram registradas 110 ocorrências de furto de cabos elétricos. Cerca de 11 mil metros de fiação foram subtraídos de redes de telefonia e energia elétrica.

 

Para que fossem traçadas as proporções da máfia do cobre –  o que começou a ser feito no início do ano passado –, para a polícia chegar até aos ferros velhos e à Metalcap, foram necessários quatro meses de investigações. No início da Operação Cobre, que começou às 6h40 da manhã, foram presos os sócios proprietários da Metalcap, Ivani do Carmo Ribeiro e João Alberto Forster, e, ainda, os funcionários Solino Naves e Cássia Oliveira Fernandes, gerente de pessoal e chefe da tesouraria, respectivamente. Da empresa também foi apreendido um revólver calibre 38, das mãos de João Forster.

Durante a operação, foram presos Waldemar Alves de Sousa, proprietário do Ferro Velho do Galego, em Santa Maria, Margarida de Sousa Lima, dona do ferro velho localizado na Quadra 604, Conjunto 23, lote 6, do Recanto das Emas, e João de Faria Viana, proprietário do ferro velho instalado na Quadra 206, Conjunto 17, lote 02, também no Recanto das Emas.

 

Todas as pessoas presas vão responder por crime de formação de quadrilha e receptação de produtos roubados. As penas para esses crimes vão de 1 a 3 anos para o primeiro caso e, de 3 a 8 anos, para o segundo.”

 

Fonte : Tribuna do Brasil

 

IMAGENS DA OPERAÇÃO MINUANO EM OUTROS ESTADOS

COMBATE AO FURTO DE CABOS
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